Friday, December 5, 2008

Ol-Facts Special X-mas issue/Ol-Fatos especial de natal

Golliwog Vintage perfume bottle by Andrew Lineham Fine Glass website
For at least 100 years since 1830, the American Theater had a theatrical makeup style called Blackface, used as an archetype of American racism, originated from minstrel shows or minstrelsy. Minstrelsy was a type of a comic entertainment with variety acts, dancing and music playing performed by white people in blackface makeup or blacks painted with blackface. White performers used burnt cork or greasepaint or shoe polish to blacken their skin and thicken their lips. They used to wear woolly wigs, gloves and tailcoat or just ragged clothes.
Durante um período de mais ou menos cem anos, anos desde 1830, o teatro Americano utilizou em performances um tipo de maquiagem chamada Blackface (cara preta) como um arquétipo de racismo cuja origem vem de um outro tipo de show chamado Minstrelsy.
Minstrelsy eram shows musicais de entertenimento com vária cenas cômicas, com dança e música. Os atores brancos ou negros que faziam as performances pintavam a cara de preto.
Na época, para a construção dos personagens, usavam rolha queimada, graxa para sapatos ou vaselina preta para pintar o rosto. Usavam também perucas, ternos de cauda longa, luvas ou roupas completamente rasgadas.

Blackface Show Poster from 1900 - Wikipedia - Poster de performance com maquiagem Blackface de 1900

Minstrel shows showed black people as ignorant, lazy, buffoonish, superstitious, joyous, and musical. The minstrel show began with burlesque and comedy in the early 1830s and emerged as a full-fledged form in the next decade. It survived as professional entertainment until about 1910; By the mid-20th century a lot about racism changed and most of the blackface makeup performances ended.

Amateur performances continued until the 1960s in high schools, fraternities, and local theaters. As African-Americans began to score legal and social victories against racism and to successfully assert political power, minstrelsy lost popularity (Hurray!).

Os shows de Mistrelsy demostravam que os negros eram bufões, ignorantes, preguiçosos, supersticiosos e muito musicais. Os shows começaram como burlescos e cômicos e atingiram seu auge na década seguinte a sua criação, sobrevivendo até meados de 1910. No meio do séc.XX muitas facetas sobre o racismo mudaram e este tipo de show e maquiagem foram sumindo de cena. Nos anos 60 ainda existiam performances amadoras em escolas, fraternidades e teatros locais. Quando os negros começaram a obter vitórias na luta contra o racismo e maior poder político, o minstrelsy perdeu totalmente sua popularidade (Oba!)

Al Jolson in The Jazz Singer - Wikipedia - Al Jolson no famoso filme The Jazz Singer

The most famous blackface makeup performer and Jazz singer was Al Jolson. Jolson first heard African-American music (jazz and blues) in New Oleans. He enjoyed singing the newjazz-style of music, and often performed in blackface. In the 1927 film, The Jazz Singer, he performed wering blackface make up although it was not required from him to do so.

O mais famoso ator e cantor Blackface foi o cantor de jazz Al Jolson. Al, nascido na Lituânia, conheceu o blues e o jazz em New orleans e logo se apaixou pelos ritmos. Ofereceu ao seu público inúmeras performances usando a maquiagem Blackface e o filme The Jazz Singer de 1927 fez muito sucesso.

Upton's Golliwogg from Wikipedia - Ilustração de Upton

Florence Kate Upton was born in 1873 in New York City and after the death of her father, at when she was 14, she moved back to England. In order to pay for art school, in 1895 she illustrated a children’s book called The adventures of Two Dutch Dolls and a Golliwog.

Golliwog was described as the horrible blackest gnome at first but later turned into a friendly character. The illustration took her inspiration from Blackface and Minstrelsy. But she did not patent her creation, so her Golliwog became a type of rag doll manufactured by a toy maker, and became very successful.

Florence Kate Upton nasceu em 1873 em Nova York e com a morte de seu pai, mudou-se para Inglaterra aos 14 anos, onde foi estudar artes. Para pagar seus estudos começou a fazer ilustrações, e em 1895 ilustrou um livro para crianças chamado As aventuras de duas bonecas holandesas e um Golliwog. Goliwog era descrito como o mais preto dos gnomos, e no começo era considerado personagem terrível, mas passou a tornar-se amigável a medida que as pessoas começaram a gostar mais dele. E como sua criadora registrou a patente para o personagem, ele se transformou num tipo de boneca de pano produzida por um fabricante de brinquedos, que tornou-se sucesso mundial imediato.

Golliwog doll for sale in 2008 - Wikipedia/venda de bonecos em 2008

Along the years (even today) many manufactures used the Golliwog character in my different products, such as drawings such as stationary, cards, china, pottery, and jewelry and perfume bottles. Ahhhh...the cutest vintage perfume bottles!

Durante anos a imagem do personagem foi explorada de várias formas e foi usada em muitos tipos de produtos, tais como papel e envelopes para cartas, porcelanas, cartões, brinquedos, jóias e perfumes. Ahhhh... a garrafinha vintage mais fofa do mundo!

In 1918, Michel De Brunhoff and Lucien Vogel, both Vogue editors, created a perfume company called Parfums de Vigny and launched a perfume called Golli-Wogg, inspired by Upton’s Golliwog character. In the crazy Parisian atmosphere of the years 1920, “Golli-Wogg” became a perfume as a tribute to the “Revue Nègre” leaded by Josephine Baker and it is a example of the Africanism and ethnic influence in perfumery.

Em 1918, Michel de Brunhoff e Lucien Vogel (dois editores da revista Vogue) criaram a marca Parfums de Vigny e lançaram um perfume chamado Golli-Wogg, inspirado nas ilustrações de Upton. Na louca Paris dos anos 20, Golli-Wogg tornou-se um tributo a cantora de jazz Josephine Baker e seria considerado um exemplo do africanismo e a influência étnica na perfumaria.

But the term Golliwogg also has racist connotation because although it was used as a reference to the children’s rag dolls, it was also used in Britain as a racist term for blacks , of African or Asian origin. Wog was a racist slang applied to dark-skinned people and considered pejorative.

Today the golliwog term is not accepted:

In 2007, Zara retail chain was selling a T-shirt in the UK with a Gollywog looking little girl and raised a lot of controversy.

Golliwog was also subject of a lawsuit between supermodel Naomi Campbell and a British Airways employee. Campbell pleaded guilty in a foul-mouthed rage incident. She alleged being called a Golliwog supermodel by the flying attendant.

Mas o termo Golliwog também possui uma conotação racista porque apesar de ter sido usado em livros infantis, também era usado pelos ingleses como um modo pejorativo de chamar pessoas de pele negra de origem asiática ou africana. Como a autora foi morar na Inglaterra e seus pais eram de origem inglesa, poderia ter o seu gnomo, uma conotação racista ou um medo de pessoas da raça negra?

Atualmente, golliwog não é bem aceito e já causou controvérsias quando a marca de roupas e acessórios Zara lançou uma camiseta com bonequinhas do tipo Golliwog. A confusão começou com as bolsas com emblemas nazistas (?????). Um absurdo!

Já a top model Naomi Campbell trocou agressões com uma comissária de bordo da British Airways. Durante o processo, a modelo declarou ter sido chamada de modelo Golliwog pela funcionária da empresa área britânica (!!!!)

Golliwog Perfume Bottle from Malter Galleries/Golliwog da galeria Malter

Before researching for the blog, I always loved these cute perfume bottles. I always thought they were incredibly sweet, very charming, happy and creative. Now I know the idea behind it and I am really sad about it.

Antes de pesquisar mais afundo sobre o assunto, eu era simplesmente apaixonada por essas garrafinhas de perfume. Eu achava que elas eram muito fofinhas, cheias de humor e muito criativas. Agora que eu sei qual a origem, fiquei muito triste.

Vintage golliwog poster by E-bay - poster vintage do E-Bay

Since I not racist at all, and I do not accept any kind of segregation of race, color, religion etc… and I think we must address to people as humans only, I decided to publish this article as my special Anniversary celebration posting of Ol-Facts, and ask from my readers or any vintage perfume specialist from a hint, a clue that this sweet perfume bottle has nothing to do with racism. So I can love this perfume bottle again!

Como eu não sou racista, ou tenho qualquer sentimento preconceituoso sobre raça, cor, religião etc... e eu sinceramente acho que temos que nos relacionar todos como seres humanos, decidi publicar esta matéria como uma edição especial de Ol-Fatos e aproveitar e perguntar para meus leitores ou especialistas em perfumes vintage e garrafas vintage de perfumes, se possuem qualquer informação ou pista que prove que esse perfume nada tem de racista ou pejorativo, para que eu possa voltar a amá-las de novo!

More Golliwog pictures from the german website Duftwässerchen

Mais fotos vintage do site alemão Duftwässerchen.

2 comments:

Tara said...

That is a really interesting bottle and story! Of course it is very unpolitically correct today, but a fascinating glimpse into perfume history.

maisqueperfume said...

You know Tara, we can see beauty in everything and we can see ugliness too.
Before I researched for the article I had no idea and I was pretty much in love with the bottle because it looks happy, I brings a happy feeling.
Now I can't think this way anymore. The ugliness behind it was overwhelming.
But prejudice and racism has 2 roads.
We see today african americans being chosen for presidency (Obama), as a most popular actor (Will Smith) and as successful entrepreneurs such as Ophah in a country that had slavery not long ago.
In the other hand we see the fight between the Western world and Slam. We still have religious wars!!!
Anyways, thanks for your comment. I put a lot of time on this one.

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